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| Para psicóloga, ladrões possuem mecanismos mentais complexos
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"No início, tudo parece fácil até demais. Eu entro pelo portão de trás,
cruzo o jardim e abro a porta da casa. Tudo isso sem ser notado.
David Robson, BBC
A primeira coisa que agarro é a TV de tela plana – mas acabo
derrubando-a no chão. Coloco em uma sacola um laptop e um celular. Minha
cúmplice, Claire Nee, faz uma cara impaciente. Ela aponta para um
casaco pendurado em uma cadeira. No bolso estão uma carteira com cartões
de crédito e chaves. Ela também me indica um tablet deixado sobre a
poltrona e os passaportes em uma gaveta.
Não tenho que me
preocupar com a polícia. A casa que estamos roubando não é real – fica
em uma tela de computador e faz parte de um programa de realidade
virtual.